Descrição do projecto

Rinus Van Alebeek, músico e performer electrónico nascido na Holanda em 1956. Chega à música relativamente tarde, depois de ter publicado dois livros no seu país natal sob o pseudónimo de Philip Markus, o primeiro dos quais, publicado em 1991, recebeu na Holanda o prémio para a melhor primeira novela.

A sua abordagem à improvisação musical é radical, tendo muitas vezes por base sons captados nas suas muitas viagens através dos EUA, da Europa e de países do Magreb. Rinus Van Alebeek utiliza recursos simples de captação sonora como microfones ligados a velhos walkmans e dictafones e nos seus concertos mistura e processa muitas das suas cassetes com a ajuda de um mixer e de um pedal de efeitos, criando poderosas colagens sonoras lo-fi entre o noise e a poesia pura.

A biografia artística de Rinus Van Alebeek é dividida pelo mesmo em dois períodos: pré-histórico e histórico. O período pré-histórico vai do nascimento de Cristo até o ano 1989 D.C. O período histórico começa em 1989 e divide-se em três categorias, literatura, artes visuais e arte sonora.

 

 

Literatura

1991 – 2000 (Amsterdão – Florença – Barcelona)

Publicação dos romances “O Caminho para o Deus Antigo” (pseudónimo Philip Markus) (Prémio Geertjan Lubberhuizen em 1991) e romance “A Palavra Resgatada” (pseudónimo Philip Markus) (Nomeação para o prémio AKO 1995). Misterioso desaparecimento do terceiro livro de Philip Markus “O Livro Invisível” numa cabine telefónica algures no sul de Portugal. É banido do mundo literário Holandês na sequência de um conflito sobre a publicação de “Aisha”. Artista Residente em Veneza, Turim, Valle d’Alcantara, Castiglione del Terziere.

 

 

Artes Visuais

1989 – 2000 (Florença – Cecina – Carrara)

Colaboração com Gianni Melotti, Massimo Bartolini, Frank Breidenbruch e Christophe Ghislain. Exposições, em Roma, Milão e Castiglione del Terziere.

 

 

Arte Sonora

A partir de 2000 (Barcelona – Amesterdão – Louisville – Málaga – Marrocos – Castiglione del Terziere – Berlim)

Uma introdução ao mundo maravilhoso dos sons pelos pioneiros da utilização de fitas magnéticas caseiras, Zan Hoffman e Jeff Surak. Publicações nas editoras ZH27, Zeromoon, Foreign Lands, White Tapes, conv.net e Palustre.

Desde 2005

Aparições públicas e participação em festivais em onze diferentes países da UE. Artista Residente em Ricadi (Calábria) e Ragusa (Sicília).

Desde 2006

Promotor e curador do “Das Kleine Field Recordings Festival” em Berlim.

A maioria das composições sonoras são concebidas ao vivo, frente ao público, utilizando gravadores de cassetes e (principalmente) gravações prévias de sons ambientais. Esta componente da carreira sonora de Rinus Van Alebeek é aquela a que o mesmo dá mais atenção, em parte pela sua convicção de que as gravações sonoras de campo são originadas e participam da tradição aural.

http://www.zeromoon.com/rinus/

No local exacto (Texas Bar, actual Music Box Lisboa) onde Wim Wenders gravou uma cena do seu filme “O Estado das Coisas” (com Samuel Fuller), aqui estão os sons do excelente concerto de Rinus Van Alebeek no Music Box, Lisboa (13 Junho 2007), organizado pela Binaural: