Descrição do projecto


(mp3 – 128 Kbps)

Eu não sou grande fã de futebol. Mas segui (na televisão) um grande número de partidas do Campeonato do Mundo de 2006. A maioria delas, para mim, foram muito chatas e não me importaria de as ter perdido. Mas eu acho que assistir a um jogo de futebol é um pouco como viver a vida: mesmo quando algo ainda não aconteceu, a qualquer momento pode acontecer enquanto o jogo não tiver acabado: não há nada perdido – (“Waar leven is, is hoop”) – … Assim, em muitas das noites da competição eu comecei e continuei a ver até o apito final do árbitro… fantasiando sobre estar lá fazendo gravações com zoom….

A selecção Holandesa foi para casa nos 16-avos-de-final, num jogo em que perdeu contra Portugal, o qual foi moderadamente divertido assistir, não tanto pela forma como a bola foi tratada, mas sim pela maneira como qualquer coisa que mexia, era pontapeada, com o resultado de 4 jogadores expulsos e o jogo a terminar nove contra nove.

A equipa Francesa, porém, contra todas as probabilidades, chegou à final, onde deu luta contra a equipa Italiana no Domingo, 09 de Julho, em Berlim. Foi E. Rebus, que sugeriu que nós tratássemos este jogo na forma de uma gravação ‘placard’, remisturando ao vivo as reportagens da rádio e televisão. Uma boa ideia, pensei, e uma maneira divertida de passar a noite da final. Então montamos o ‘placard’ “Match Vide”, à última hora, como parte do 9º festival internacional de headphones, de uma forma pequena, íntima e discreta, na minha casa em Vincennes – na melhor das tradições ‘placard’ …

Agradecimentos à FIFA, a de Waag pelo uso do seu servidor de streaming icecast, a todos os participantes da performance – Fred Bias, Jean-Marc Montarou [le Rhinoseros], Thomas Sundholm, FlexRex, E. Rebus, harS – e ao punhado de ouvintes atentos que tornaram este evento em algo memorável …

Biografia Artística:

Harold Schellinx (Maastricht, Holanda) é um artista, escritor, improvisador, e criador de músicas estranhas e originais. Como membro dos Young Lions e de várias outras bandas ‘pós-punk’ na Amesterdão dos anos 1970 e início dos anos 1980, ele esteve entre as forças do início do movimento holandês ‘Ultra’ (a versão puramente Holandesa do que se tornou conhecido como ‘música pop experimental pós-punk’). Ele foi co-fundador, editor e correspondente em Londres da revista de música moderna holandesa ‘Vinyl’, enquanto seguia (na Holanda, Bélgica e Reino Unido) uma série de projectos musicais aclamados. Estes incluem “Commuters” – uma colaboração com a cantora alemã Dagmar Krause (Slapp Happy / Henry Cow), “Signs & Symptoms” – com Peter Mertens, e uma série de ‘ficções pop’ (Bogdan Wlosik, Agonie Ajournée …) – escritas e produzidas juntamente com Ronald Heiloo.

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