Descrição do projecto


(mp3 – 128 Kbps)

A Premier League Inglesa está a varrer rapidamente todo o território da Nigéria e o continente Africano como um todo, impulsionada pela invasão de jogadores africanos neste campeonato.

O campeonato é religiosamente seguido e apoiado, sendo os quatro clubes principais (Arsenal, Chelsea, Liverpool e Manchester United) os mais populares.

O ‘merchandising’ da Premier League Inglesa está também em explosão, tornando os clubes de futebol Ingleses e as suas marcas bem visíveis e facilmente reconhecíveis em toda a paisagem do país.

Os fãs celebram os seus clubes exibindo diversa parafernália com a marca do clube, especialmente as camisolas de futebol. Eles reúnem-se em centros de visionamento de futebol para assistirem aos jogos em directo, apoiar os seus clubes favoritos e obterem a sua injecção de adrenalina semanal com a Premier League. Nestes centros de visionamento, existem dois campos opostos apoiando cada uma das duas equipas em confronto. Os membros desses campos transcendem a composição étnica na Nigéria para criar as suas próprias tribos de futebol associadas ao clube que apoiam. Não importa qual a sua tribo ou língua é, o único idioma falado e compreendido nesse campo é o do futebol.

Aqui, os jogos são analisados a cada minuto. Lendas são criadas ou destruídas. Heróis são adorados ou desonrados. Cânticos de vitória e provocações são compostos instantaneamente e baseados no jogo que decorre. E acima de tudo, as relações são estabelecidas e solidificadas entre partidários do mesmo clube, que se identificam com as cores e devaneios associados a esse clube.

“Up Blues”, comemora uma dessas partidas ao vivo, no centro de visionamento Dominion Plaza, em Badore (6 ° 30 ‘06,48 “N, 3 ° 34’ 59,45” E), Lagos, Nigéria. Segue a paixão dos fãs do Chelsea Football Club, o seu entusiasmo e a camaradagem enquanto o clube derrota o seu adversário.

Biografia Artística:

Emeka Ogboh: artista Nigeriano de novos media que tem vindo a explorar a paisagem sonora de Lagos, Nigéria para criar um diálogo construtivo entre a sua fisicalidade e o seu imaginário. Para ele, a arquitectónica de Lagos como uma mega-cidade, por exemplo, abre questões sobre o narcisismo cultural, a mobilidade do Terceiro Mundo e os processos de globalização. Os seus modelos criativos incluem mas não estão limitados ao som, vídeo e fotografia.

Emeka é o co-fundador da Rede de Vídeo Arte de Lagos, membro do Centro Africano para as Cidades, um projecto sobre Urbanismo Africano. Ele participa no projecto Sonus Locus internacional stream, e fez parte do Media Lab da delegação Africana ao 16º Simpósio do Arte Electrónica, ISEARHUR2010.

http://www.14thmay.com[/fusion_builder_column][/fusion_builder_row][/fusion_builder_container]