“A Cidade de Mateus: Uma Campanologia Viseense” de Luís Costa, Sáb. 31 Maio às 20h30 em Viseu

Título: “A Cidade de Mateus: Uma Campanologia Viseense”
Autoria: Luís Costa
Co-produção: Binaural/Nodar e Teatro Viriato
Colaboração Artística: Rui Costa
Colaboração: jovens residentes do Lar de Santo de António, Viseu
Parceira: Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu, Lar de Santo de António, Cabido da Sé de Viseu, Ordem Terceira de São Francisco

Apresentação pública: 31 Maio 2014 às 20h30
Locais: Sinos de sete igrejas e capelas do centro histórico de Viseu
Duração: 49 minutos

“A Cidade de Mateus: Uma Campanologia Viseense” é uma composição sonora de Luís Costa executada exclusivamente pelos toques de sinos de sete igrejas e capelas da cidade de Viseu a serem atividados por dezenas de jovens voluntários a partir de uma partitura gráfica (“visual based score”) com instruções ligadas à própria percepção sonora da cidade, criando uma uma fonosfera específica e irrepetível numa das cidades icónicas na história religiosa de Portugal. Serão propostos ao público dois percursos a serem percorridos em simultâneo com a interpretação da obra, culminando ambos no Largo da Sé.

“A Cidade de Mateus: Uma Campanologia Viseense” parte de diversas fontes e influências que contribuem para uma narrativa que atua na ativação emocional da obra, a qual tenta assim escapar a um carácter sonoro puramente paisagístico: Desde logo, a carga simbólica e libertadora da subida de jovens às torres dos campanários, locais tidos de difícil acesso, mas também a ligação narrativa à importância teológica de S. Mateus, santo que dá nome à feira ancestral da cidade de Viseu. O Mateus do envagelho da condenação da ostentação na prática de três obras fundamentais do Judaísmo, a esmola, o jejum e a oração, nesse sentido absolutamente contemporâneo, em tempos em que a solidariedade é cada vez mais instrumento de promoção e legitimação social.

“A Cidade de Mateus: Uma Campanologia Viseense” propõe ao público um guia de escuta (que pode ser descarregado aqui) de forma a ativar a concentração, meditação e intensidade na receção de uma obra que assume de forma inequívoca a sua condição de arte sacra contemporânea, logo imbuida de um espírito evangelizador em paralelo com os seus aspetos puramente estéticos.

“A Cidade de Mateus: Uma Campanologia Viseense” é uma criação co-produzida para o Festival Viseu A…, o qual decorrerá entre 24 Maio e 1 de Junho. Um programa de arte contemporânea protagonizado por muita gente e por muitos artistas. Centenas de pessoas nas suas várias terras, Mangualde, São Pedro do Sul, Nelas, Tondela e Viseu entram em diálogo com o Teatro, a Música, o Novo Circo e a Dança. Uma experiência única para festejar e sentir o mundo de hoje com o horizonte das artes.

Biografia do autor:

Luís Costa (1968).  Presidente da Binaural – Associação Cultural de Nodar (São Pedro do Sul, Portugal). Curador, programador, organizador e documentarista sonoro e vídeo. Em 2006 decide voltar ao território das suas raízes, as montanhas dos maciços da Gralheira, Arada e Montemuro, para desenvolver projetos de documentação, reflexão e expressão contemporâneas, cruzando vivências quotidianas, criação artística e pesquisa territorial. Coordenador do Nodar Rural Art Lab, um, espaço de pesquisa artística multimédia na aldeia rural de Nodar, o qual acolheu já mais de uma centena de artistas e investigadores. Coordenador do Arquivo da Memória de Dão-Lafões e Paiva, um projeto de pesquisa, catalogação e mapeamento audiovisual da memória coletiva de territórios dos distritos de Viseu e Aveiro, integrado na rede mediterrânica Tramontana de arquivos de memória de zonas de montanha. Realizou o documentário sonoro/vídeo experimental “Onde nasce o meu Paiva?”, estreado em 2011 durante o Festival Paivascapes #1. Enquanto artista sonoro, publicou em 2011 na Edições Nodar, com o artista sonoro inglês Jez riley French, o CD “Sonata for Clarinet and Nodar”. Co-editou em 2011 o catálogo e CD duplo “Três Anos em Nodar – Práticas Artísticas em Contexto Específico no Portugal Rural”, publicou em 2012 o livro de ensaios e entrevistas “Viver um Mundo Antigo: Textos de Arte e Território (2012-2008) e co-editou já em 2014, o livro+DVD “Il Senso del Dolore: Due Opere di Manuela Barile”, publicado em conjunto pelas Edições Nodar e pela editora italiana La Parete della Caverna.

VISEU A…
24 MAI a 01 JUN’14

Uma Iniciativa Teatro Viriato (estrutura financiada por Secretário de Estado da Cultura, DGArtes e Câmara Municipal de Viseu)
Consultoria e Coordenação Artística: Giacomo Scalisi e Madalena Victorino

Ação Cofinanciada por Mais Centro – Programa Operacional Regional do Centro, QREN, União Europeia/Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e CIM Viseu Dão Lafões
Parceiros no programa de acolhimento: Câmara Municipal de Mangualde, Câmara Municipal de Nelas, Câmara Municipal de S. Pedro do Sul, Município de Tondela/ACERT e Câmara Municipal de Viseu

2017-02-13T18:31:49+00:00 19 Maio, 2014|