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Candidaturas abertas para Escola de Verão de Nodar até 31 Maio 2013

A Binaural/Nodar anuncia:

Estão abertas as candidaturas até 31 Maio 2013 para:
Escola de Verão de Nodar 2013: Documentar e reinventar a memória de um território

Um programa intensivo de seminários e trabalho de campo artístico
22 a 28 de Julho de 2013 / 7 dias / 60 horas
Locais: Aldeias do maciço da Gralheira, Município de São Pedro do Sul


1. Orientadores

Orientação: Luís Costa (documentarista / educador sonoro e presidente da Binaural/Nodar), com colaboração de Manuela Barile (cineasta e performer vocal e diretora artística da Binaural/Nodar) e Rui Costa (artista sonoro/eletroacústico e diretor editorial da Binaural/Nodar)

Especialistas convidados:

Duncan Whitley (UK), Artista sonoro especializado em temas antropológicos
Megan Michalak (US), Artista multimédia com vasta experiência no trabalho com temas sociais e políticos


2. Palavras-chave e destinatários

Palavras-chave: território, paisagem, comunidades, tradição cultural, documentação, património imaterial, antropologia visual e sonora, fonografia, etnografia, sociologia, ciências políticas, arte sonora, artes multimédia, land art

Destinatários: Estudantes, profissionais ou interessados em antropologia, estudos rurais, ciências da paisagem, arte contemporânea, artes media, som e imagem. Técnicos municipais nas áreas da cultura ou património, Jornalistas, curadores e críticos de arte.


3. Candidaturas:

Candidaturas abertas até 31 de Maio de 2013, através do envio de curriculum vitae / biografia e carta de motivação para info@binauralmedia.org

Comunicação final dos selecionados até 10 Junho de 2013
Número máximo de inscrições: 15


4. Preço da Inscrição:

Preço da Inscrição: 400 Euros, incluindo materiais pedagógicos, transportes durante as visitas de campo, alojamento e alimentação.
Pagamento de 50% do montante de inscrição até 15 Junho de 2013. Pagamento dos 50% finais até 15 Julho de 2013.
Desconto de 50% sem alimentação nem alojamento (é possível acampar ao lado do alojamento)


5. Objetivos e programa do curso

Este é um tempo de redescoberta dos territórios, das suas paisagens e recursos patrimoniais, materiais e imateriais. É igualmente um tempo de produção e disseminação, muitas vezes caótica, de material audiovisual relacionado com territórios. No entanto, existem muitos equívocos à solta sobre o que pode significar documentar o real utilizando meios audiovisuais. Há pois que pensar com profundidade e paciência uma diversidade de aspetos cruciais: que áreas do conhecimento são úteis para a documentação dos territórios, que aspectos sensoriais podem ser relacionados, o que se pode e deve devolver às comunidades documentadas, como escapar às impressões imediatas e captar de forma inovadora os sentidos mais profundos e subtis do magma cultural de um território: os arcaísmos, as transformações, as contaminações, as representações sociais endógenas e exógenas?

Este curso intensivo de 7 dias propõe uma partilha crítica de muitas das metodologias e práticas do trabalho desenvolvido desde 2006 pela Binaural/Nodar no território de montanha do maciço da Gralheira, baseadas num contato direto e contínuo com comunidades rurais e numa dimensão exploratória em termos de conceitos, sentidos e media utilizados, sendo os seguintes alguns dos aspectos a abordar:

  • O sentido dos lugares: filosofia e estética da paisagem. Discussão de autores e obras.
  • História, etnografia, antropologia e arte como ferramentas de um trabalho multidisciplinar. Discussão de autores e obras.
  • A ética das imagens e dos sons: análise crítica de trabalhos sonoros e visuais.
  • A autenticidade das comunidades: como a entender e como lidar com representações, mitificações e simplificações.
  • A abordagem multi-sensorial do território como modo de enriquecimento da experiência
  • Técnicas e prática de trabalho de campo. Planeamento do trabalho de campo, o papel do tempo, da mediação e envolvimento de interlocutores locais. Trabalhos práticos de campo em várias aldeias.
  • Técnicas sonoras aplicadas ao conhecimento dos territórios: exercícios práticos de captação sonora de paisagens, de trabalho, de tradição oral e musical, etc.
  • A documentação textual, fotográfica, videográfica, o mapeamento digital de informação e as formas de integração entre diferentes media
  • Concepção de instalação / ação sonora/media final.
  • Apresentação e discussão com os habitantes do que se documentou.
  • Organização final da documentação e possibilidades futuras de difusão.


6. Idiomas do curso

O curso será ministrado em Inglês com tradução sempre que necessário para Português, Espanhol e/ou Italiano.