O Grupo de Cantares de Manhouce estará presente no #FestivalOcupai! com uma atuação na paisagem ribeirinha do Lenteiro do Rio, no domingo 25 de Junho pelas 18h00, replicando assim a forma de cantar de outros tempos, em que grupo de mulheres cantavam entre vales e leiras, projetando as suas vozes de tal forma que eram ouvidas a distâncias enormes. A paisagem e a morfologia da serra da Arada são, pois, parte do segredo destes cantares polifónicos (a duas, três ou quatro vozes), os quais existem em formas ligeiramente diferentes entre as serras da Arada e do Caramulo, não sendo portanto exclusivos de #Manhouce.

Aliás, a Binaural Nodar aproveita a ocasião para defender que a eventual proteção destes cantares ao nível de património imaterial deve ser assumida numa lógica supramunicipal, seguindo o rastro da própria cultura ancestral, não podendo, como tal, ser restringido o seu âmbito devido a paroquialismos redutores (do tipo, a minha aldeia/freguesia é mais pura ou autêntica do que a tua). A Binaural Nodar efeutou nesta última década dezenas de gravações em outras tantas aldeias de vários municípios, as quais provam inequivocamente que os limites desta tradição polifónica são mais vastos do que alguns nos querem fazer querer.

Um enorme bem-haja à querida amiga Isabel Silvestre e ao Grupo de Cantares de Manhouce, da Freguesia de Manhouce !, pela sua perseverança e permanente renovação.




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